
Competições esportivas pressupõem vencedores e perdedores, mas isso não se aplica à primeira edição do Protea Golf Cup, realizada no dia 2 de outubro, no Quinta da Baroneza Golf Club, em Bragança Paulista (SP). Só houve ganhadores no evento feminino beneficente em prol do Instituto Protea, uma das primeiras ações do Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.
Ganharam as jogadoras e convidadas, que viveram um dia especial, unindo esporte, bem-estar e experiências, tudo alinhado à satisfação de um gesto de solidariedade em apoio a uma causa de grande importância social e tão próxima a elas. E ganharam os patrocinadores e demais empresas parceiras, fundamentais para o sucesso do evento, levando suas marcas, produtos e serviços de forma mais do que positiva diretamente a um público altamente formador de opinião.
Mas ganhou, sobretudo, o Instituto Protea, que obteve uma arrecadação importante para um trabalho que, desde 2018, já conseguiu salvar mais de 2.600 vidas em parceria com hospitais credenciados pelo SUS, dando acesso a cirurgias e tratamentos a mulheres de baixa renda com câncer de mama.
O Instituto Protea ressalta que a doença atinge uma em cada oito mulheres, mas, quando diagnosticada e tratada precocemente, tem chances de cura superiores a 95%. Só que isso não vale para as 75% das brasileiras que não têm seguro-saúde, grupo no qual o atraso no tratamento eleva a mortalidade para 25%.
“O SUS tem milhões de qualidades, mas a verdade é que não dá conta de toda essa população, que é enorme, e é por isso que o Protea existe”, diz Gabriella Antici, que fundou o instituto enquanto tratava seu segundo câncer de mama, na esperança de oferecer a mesma chance de se curar que ela teve ao maior número possível de mulheres.
É um esforço hercúleo, dado o custo do tratamento completo, que varia de R$ 27 mil a R$ 30 mil por pessoa. “É por isso que nosso grande sonho é ter um milhão de brasileiros que doem R$ 10 por mês”, revela Gabriella. “A gente quer ser o Médicos Sem Fronteiras do câncer de mama.”
No Protea Golf Cup, todas puderam se conscientizar um pouco mais sobre essa triste e dura realidade e, ao mesmo tempo, contribuir para mudá-la de formas lúdicas, divertidas e prazerosas. Para as golfistas, foi a oportunidade de rever amigas e fazer novas amizades em uma competição alegre e repleta de emoções. E as que ainda não jogavam golfe também tiveram um dia especial, com a oportunidade de experimentar o esporte e ainda participar de um torneio de embocadas.
Jogadoras e convidadas aproveitaram ainda um evento repleto de atrações, que iam das massagens à maquiagem, de um workshop sobre velas artesanais às compras de joias e roupas, com parte da arrecadação destinada ao Protea. Tudo isso com um incrível café da manhã e um delicioso almoço preparados pela cozinha do clube, além de degustação de vinhos da Vinícula Guaspari, Aperol, sucos e águas.
Para finalizar, houve um concorrido desafio de tacadas, aberto a todos mediante doação, para ver quem deixava a bola mais perto da bandeira. A disputa foi vencida por Tatiana Tavares, superando Gabriela Arantes, famosa por dois holes-in-one recentes, que liderou boa parte do desafio.
O torneio de golfe, na modalidade stableford, foi dividido em três categorias de handicap. Marina Leo, capitã do Fazenda da Grama, venceu na categoria de 0 a 18, com 35 pontos, mesmo total de Leticia Mont’Serrat, do Paulistano, que ficou em segundo lugar nos critérios de desempate. Na categoria de 18,1 a 25, Juliana Levinho, que jogou em casa, venceu com 40 pontos, mesmo total de Erika Malzoni, do Santapazienza, que ficou em segundo no desempate. Ivaneide Silva, do Riacho Grande, ficou em terceiro, com 38 pontos.
E, na categoria de 25,1 a 38,9, ganhou Hyojin Ju, do Clube de Golfe de Campinas, com 42 pontos, seguida por duas jogadoras da Grama: Jung Eun Kim, vice-campeã, com 37 pontos, e Jacqueline de Oliveira, terceira colocada, com 36. Houve ainda um grupo especial para homens, que teve como campeão o juvenil Mateus Fereza, revelado no projeto Corujinha.
Mas ninguém deixou o torneio mais satisfeita do que Juliana Levinho, que, além de vencer em sua categoria, ainda fez um hole-in-one, feito raro no golfe, ao embocar de primeira no buraco 11, usando um ferro 8, a 127 jardas. Foi o primeiro ace de sua curta carreira, de menos de dois anos no golfe.
Além de ganhar os prêmios da categoria e os do hole-in-one, Juliana levou ainda o prêmio da Lavvi oferecido para Nearest to the Pin (bola mais perto da bandeira) no buraco 11. Nada mais perto da bandeira do que um hole-in-one, com a bola dentro do buraco.
Houve ainda mais dois prêmios de Nearest to the Pin: Rosângela Teixeira, do São Fernando, levou o prêmio G5 Partners, oferecido no buraco 5, e Ana Nishi Uyeda, da Grama, venceu o prêmio Plié, no buraco 7. E no torneio de embocadas, disputado pelas iniciantes em três buracos no putting green, Fernanda Paiva venceu, com seis tacadas.
Os prêmios foram entregues por Gabriella Antici, presidente do Instituto Protea; Graziela Ferraz, capitã da Baroneza; Waldemar Lerro e Tatiane Bertone, da G5 Partners; e Caio Ambrosio, da Lavvi. A cerimônia foi conduzida por Fu Shibuya, da Score Golf Events, muito elogiada pela organização do evento.
No final, ainda foram sorteados valiosos prêmios oferecidos pelas empresas parceiras, incluindo um pingente em ouro 18K que reproduz a flor protea, símbolo da instituição, oferecido pela Lu Cachem Joias.
O Protea Golf Cup teve patrocínio de Lavvi Incorporadora, G5 Partners, Plié, Estée Lauder, La Mer e Vanish. Os apoiadores foram Lu Cachem Joias, Vinícola Guaspari, Pousada Estrela D’Água, Aperol, Fiamma Velas, Academia Tiro Certo Esportes, Natural One, Le Lis Blanc, RQ Fisioterapia, Budha Spa Vila Nova Conceição e Quinta da Baroneza Golfe Clube.
A realização foi do Instituto Protea, com organização da Score Golf Events.






