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terça-feira 24 de março de 2026

Paulistas Luca Almeida e Arthur Fernandes defendem o Brasil no Sul-Americano Juvenil

Competição no La Dehesa, em Santiago, no Chile, começa nesta 5ª e vale vagas no Mundial

 

Arthur e Luca no La Dehesa. Montagem com fotos de Bruno Ruas/CBGolfe e Fesgolf

Os paulistas Luca Almeida, do São Paulo Golf Club, número 1 do ranking nacional até 18 anos, e Arthur Fernandes, do São Fernando, terceiro da lista, integram a delegação do Brasil que disputa o 58º Campeonato Sul-Americano Juvenil de Golfe, de 26 a 29 de março, quinta-feira a domingo, no Club de Golf La Dehesa, em Santiago, no Chile. Francisco Bromberg, do Curitibano, segundo do ranking, completa a equipe masculina. Arthur garantiu a vaga ao ser vice-campeão e melhor jogador do país no Brasileiro Juvenil, no final de janeiro, no São Fernando.

No feminino, o Brasil será representado pela gaúcha Eduarda Roggero, do Porto Alegre Country Club (PACC), e pela carioca Maitri Peychaux, do Itanhangá, as duas primeiras do ranking nacional juvenil, e por Maria Antônia Gavião, a Tota, mais uma do PACC, que mora nos EUA, é a quarta da lista, mas foi convocada como escolha técnica, depois de conquistar o bicampeonato brasileiro até 18 anos. Felipe Almeida, pai de Luca, vice-presidente da Confederação Brasileira de Golfe, chefia a delegação, que tem ainda o coach Caleb Scorsone e a fisioterapeuta Eliane Balestrin.

Vagas para o Mundial

Além dos títulos de uma das mais fortes e prestigiadas competições juvenis do continente, estarão em disputa três vagas para disputar o Mundial Juvenil, a Toyota Junior World Golf Cup, no fim de junho, no Japão. Há duas vagas sul-americanas para a chave masculina, e apenas uma para a feminina. Entre os jogadores famosos que já disputaram a Junior World Cup estão o americano Scottie Scheffler, o espanhol Jon Rahm, o sueco Ludvig Aberg, o norueguês Viktor Hovland e o inglês Justin Rose, entre muitos outros.

Desde 2019, quando liderou o Sul-Americano masculino por dois dias, mas terminou em terceiro, no desempate pelo resultado descartado, o Brasil não teve mais chances de se classificar para o Mundial Juvenil. O time masculino do Brasil jogou o Mundial em 1994 e 1995, quando Alexandre Rocha estava no time, e depois em 2015 e 2016, tendo como melhor resultado o 11º lugar de 1994. No feminino, o Brasil nunca participou. A competição masculina é jogada desde 1992; a feminina começou em 2014.

Seleção de talentos

O Brasil chega a Santiago com as equipes mais fortes dos últimos tempos, com chances de quebrar uma escrita. Afinal, desde 1995, o Brasil não vence o Sul-Americano Juvenil, apesar de um forte histórico na competição, com sete títulos, sendo quatro consecutivos, o primeiro deles conquistado em 1969, na segunda edição do torneio e a primeira de que participou, jogando com Jaime Gonzalez, Rafael Navarro e Fernando Kneese.

Eduarda, Maitri e Tota. Foto: Bruno Ruas/CBGolfe

O Brasil voltou a vencer o Sul-Americano em 1970, com Jaime, Navarro e John Murdoch; em 1971, no Clube de Campo, com Jaime, Ismar Brasil e João Arie; e foi tetra em 1972, com Jaime, Roberto Gomez e Ricardo Mechereffe. Em 1977, o Brasil voltou a vencer com Carlos Dluhosch, Marcello Stallone e Roberto de Pádua Soares, seguido de um bicampeonato em 1986, com Erik Anderson, Daniel Dias e Rafael Gonzalez, e 1987, no São Fernando, com Erik Anderson, Daniel Dias e Rafael Barcellos.

Feminino

O Sul-Americano Juvenil teve imensa importância para a história do golfe feminino brasileiro quando, em 1997, no Gávea Golf, a equipe imortalizada como “As Três Marias” foi campeã e fez a modalidade dar um salto de qualidade. O título Sul-Americano Juvenil que Maria Cândida (Candy) Hannemann, Maria Priscilla Iida e Maria Francisca Bragança conquistaram por 21 tacadas de vantagem, inspirou gerações de novas atletas.

O time feminino do Brasil voltou a ser campeão juvenil sul-americano no ano seguinte, em 1998, na Colômbia, com Candy, agora ao lado de Mariana de Biasi e Isabel Dornellas. Depois disso, foram 21 anos sem subir ao pódio. O Brasil só voltou a terminar entre os três primeiros no feminino em 2021, em Quito, no Equador, quando Valentina Bosselmann e Meilin Hoshino foram vice-campeãs, duas tacadas atrás do time da casa. Naquele ano, as equipes tiveram apenas dois golfistas, ainda reflexo da pandemia que cancelou a competição de 2020.

Individual

Outro resultado histórico do Brasil foi em 2015, no Chile, quando Herik Machado foi campeão individual do Sul-Americano Juvenil, derrotando Joaquin Niemann – que viria a ser duas vezes campeão no PGA Tour e quatro no LIV Golf – em sua própria casa. Uma curiosidade: em 1975 o time do Brasil contou com Armínio Fraga, presidente do Banco Central de 1999 a 2003, no governo de Fernando Henrique Cardoso. O time que tinha ainda Roberto Gomez e Roberto de Pádua Soares terminou em quinto.

Outra curiosidade é que em sua última vitória brasileira no Sul-Americano Juvenil, em 1995, a equipe masculina contou com Eudes de Orleans e Bragança, atual presidente da Confederação Brasileira de Golfe, conhecido na época – quando seu pai e homônimo era vivo – como Eudes Filho, jogando ao lado de Alexandre Rocha e Ricardo Góes.

Delegação brasileira no Chilke. Foto: Bruno Ruas/CBGolfe

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