
Herik Machado, do Damha, o número 1 do Ranking Nacional e melhor brasileiro do Ranking Mundial Amador de Golfe (WAGR), na 67ª colocação, entra em campo esta semana tentando vencer pela terceira vez consecutiva o Campeonato Aberto Amador Masculino do São Paulo Golf Club, apresentado por Santander Private Banking, que terá sua 81ª edição jogada de sexta-feira a domingo, 16 a 18 de outubro, no clube de golfe mais antigo do Brasil. O torneio vale para os rankings Mundial, Nacional e da Federação Paulista de Golfe (FPGolfe).

Herik, Pepê e Gui: destaques do Aberto do SPGC 2026. Fotos: Thais Pastor/F2 Assessoria
Depois de vencer seis torneios do WAGR disputados no Brasil em 2026, Herik está na reta final de sua preparação para o LAAC – Latin America Amateur Championship, o mais importante torneio do continente, que será jogado de 14 a 17 de janeiro, no México, e dá vaga para jogar em três dos quatro torneios do Grand Slam do golfe profissional. Herik é o recordista do Aberto do São Paulo, com 202 tacadas, 11 abaixo, feito conquistado na edição passada, quando estabeleceu outro recorde ao jogar 63 (-8) tacadas no primeiro dia.
Mesmo sem competir regularmente nas últimas temporadas, Pedro da Costa Lima, o Pepê, campeão brasileiro de 2007, é sempre um forte adversário quando joga no Aberto de seu clube, que já venceu sete vezes, as duas últimas em 2022 e 2023, além de ser vice-campeão em 2024 e 2025. Hoje, Pepê, no golfe, se dedica mais a seu projeto social em Louveira (SP), o Corujinha, que tem revelado novos talentos para o golfe paulista e brasileiro.
Quem também chega como favorito ao título é Gui Grinberg, do Lago Azul, número 5 do Brasil e atual campeão brasileiro, título que conquistou ao vencer o Campeonato Amador do Brasil, no começo de agosto, no Paraná, por dez tacadas de vantagem. Desde que voltou dos EUA, no final do primeiro semestre, Gui vem se preparando para se tornar profissional logo após o LAAC, caso não vença a competição. Se ganhar o LAAC, Gui terá que permanecer como amador para poder jogar no Masters, US Open e The Open.
Sobretudo desde que passou a ser jogado em três dias, a partir de 2008, e a valer para o Ranking Mundial, desde 2013, o Aberto do São Paulo prima por valorizar o golfe de alto rendimento, realizando uma das mais fortes competições do calendário brasileiro. Este ano, haverá 57 jogadores da categoria scratch em campo, sendo que oito deles têm handicaps menores do que zero e 17 jogarão com no máximo três de handicap.
Neste grupo estão ainda outros dois ex-campeões do torneio: Tito Mantovanini, que venceu em 2008, e Fernando Gullo, ganhador em 2006. Mas há muitos outros jogadores de ponta, como Arthur Fernandes, do São Fernando, o juvenil número 2 do Brasil, que também está entre os oito brasileiros classificados para o LAAC; e mais dois Top 10 do Brasil: Antônio Pedro e Silva (6º), do Gávea, e Matheus Oliveira (8º), do Damha. Destaque ainda para Paulo Castilho, do Quinta do Golfe; para Diego Passos, que compete pelo time da Oglethorpe University, da Geórgia (EUA); e para Bernardo Junge, que jogou golfe no Terras de São José quando criança, antes de ir morar na Alemanha.
Muitos jogadores seniores que estão entre os grandes nomes do golfe nacional também são destaque, a começar por Roberto Gomez, do Clube de Campo, o maior colecionador de títulos do golfe brasileiro, e por Luiz A. P. Almeida, o Gugu, que joga em casa. O americano Glen Boggini, também sócio do São Paulo GC e atual campeão Latino-Americano Sênior, chega animado por sua vitória no Torneio ABGS do Porto Belo (SC), o primeiro campo de golfe iluminado do continente, competição na qual Paul O’Doherty, mais um forte sênior da casa, terminou em terceiro lugar.
Outros fortes jogadores do São Paulo Golf Club são João Toledo, Luiz Garcia, Tony Harvey, Mariano Barreto, Alberto Vasconcellos, Marcos Tomasi e Luiz Arthur Caselli Guimarães Fº, ex-presidente da Confederação Brasileira de Golfe. Além dos scratch (handicaps index até 8,5), também jogam as categorias de 8,6 a 14 e de 14,1 a 19,4. Após 36 buracos, haverá corte em todas as categorias, com apenas os 30 melhores da scratch, os 12 melhores da categoria até 8,5 e os 21 melhores das demais categorias se classificando para jogar a rodada final, no domingo.
Mais uma vez, o Grupo Vigorito, patrocinador da FPGolfe, está oferecendo um carro para quem fizer hole-in-one no buraco 9, um par 3 com água do tee ao green e em toda a lateral esquerda, que está entre os mais desafiadores do percurso de par 71 (35-36). O 81º Campeonato Aberto Amador Masculino do São Paulo Golf Club tem patrocínio Master de Santander Private Banking, patrocínios de Quattror e Grupo Vigorito e apoio da Coca-Cola Femsa Brasil.
A Comissão de Honra do torneio é formada por Eudes de Orleans e Bragança, presidente da CBGolfe; Flávio Maschietto, presidente da FPGolfe; e Toninho Abdalla, presidente do São Paulo Golf Club. A Comissão do Campeonato tem Marcelo Gullo, Luiz Eduardo Guimarães, Erik Andersson, Victor Maia, Roberto Mangabeira e Frank Cazabon (diretor do torneio). Os árbitros são Jim Almquist e Frank Cazabon.






