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segunda-feira 30 de maio de 2022

Eduardo Ferreira, de 15 anos, supera melhores de SP e vence Aberto do Sapezal, de ponta a ponta

Douglas Black, de 62 anos, é o vice-campeão, num confronto de gerações que só o golfe pode propiciar

 

Doulglas Black e Eduardo Ferreira, vice e camepao do Aberto do Sapezal 1280

Douglas Black e Eduardo Ferreira, vice e campeão do Aberto do Sapezal. Fotos: Thais Pastor/F2 Assessoria

Uma das maravilhas do golfe é permitir que jogadores de diferentes idades possam competir de igual para igual, mesmo na categoria scratch. O melhor exemplo disso foi o 4º Campeonato Aberto do Sapezal Golfe Clube, o campo de golfe oficial da Federação Paulista de Golfe (FPGolfe), onde o grupo dos líderes deste domingo, 29 de maio, reuniu um juvenil, um adulto, um pré-sênior e um sênior, com 47 anos de diferença entre eles.

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O pelotão foi formado por Eduardo Ferreira, juvenil revelado no Sapezal; Fernando Silva, do Campinas Golfe Center, terceiro colocado do ranking adulto do estado; por Rogério Cardoso, do Damha, o pré-sênior número 1 do estado; e Douglas Black, do Sapezal, líder do ranking da Associação Brasileira de Golfe Sênior. E foram os dois extremos que se deram melhor, com Eduardo, de 15 anos, vencendo seu primeiro grande torneio, tendo Douglas, de 62 anos, como vice-campeão.

Vitória - A vitória de Eduardo Ferreira foi ainda mais importante porque ele superou os quatro melhores jogadores do ranking da FPGolfe, pela ordem Matheus Park, do Paradise; Lucas Park, seu irmão mais velho, também do Paradise; Fernando Silva; e Marcos Negrini, do Damha, todos em bom momento e vindo de resultados importantes. Eduardo foi o único a jogar abaixo do par nos dois dias para ser campeão com 138 (69-69) tacadas, duas abaixo do par e quatro de vantagem sobre os adversário.

Revelado no próprio Sapezal, onde começou a jogar golfe há quatro anos, Eduardo Ferreira reconhece que o fator campo foi importante para sua vitória, mas o que foi decisivo para vencer o seu primeiro grande torneio foi, além da evolução de seu golfe, a maturidade em campo, onde soube encarar a pressão e os maus momentos e administrar o jogo buraco a buraco. E mostrou que sabe fazer birdies como ninguém foram 14 no torneio, sete por dia, o suficiente para compensar os três duplos bogeys da semana, dois na volta final.

Destaques – Douglas Black não ficou muito atrás. Foram dez birdies, seis na rodada final. Depois de jogar quatro acima nos primeiros nove buracos do sábado, Doug se recuperou ao jogar duas abaixo nos 27 buracos finais, para fazer a melhor volta do torneio e ainda ser o vice-campeão, com 142 (74-68) tacadas, duas acima do par. Nada mal para quem no domingo anterior venceu o Torneio ABGS do Rio Grande de Sul, no Porto Alegre Country Club, futura sede da Los Andes de 2022, por nove tacadas de vantagem.

Fernando Silva, que começou o dia perdendo por uma para Eduardo e ameaçou o campeão até o buraco 15 do domingo, quando estava um abaixo do par, fechou o torneio com duplos bogeys no 16 e no 18, e caiu para o terceiro lugar com 143 (70-73) tacadas. Ele quase foi igualado por Marcos Negrini, que depois de jogar seis acima nos quatro primeiros buracos do sábado, jogou duas abaixo nos 27 buracos restantes, para terminar em quarto, com 144 (76-68) tacadas. Negrini jogou quatro abaixo de volta no domingo (31), melhor parcial da semana) para igualar a melhor volta do torneio.

Os irmão Park, os dois melhores jogadores do estado, não foram bem desde a estreia. Matheus, número 1 do ranking, que vinha de vitória no Honda Open – Aberto do PL, do ranking mundial, fez três birdies no domingo, mas também dois duplos bogeys e quatro bogeys, a caminho de terminar em quinto, com 151 (76-75), empatado com Lucas (77-74), que abriu o domingo com um triplo bogey-8 e nunca mais se recuperou.

Handicaps – Na classificação por handicaps índex até 8,5, os troféus, não acumuláveis com os da categoria principal, foram para Fernando Silva, campeão com 143 (70-73) tacadas, seguido por Negrini, com 144 (76-68), e Lucas Park, que levou o de terceiro lugar com 151 (77-74), ao superar o Matheus (76-75) nos critérios de desempate.

Nas demais categorias foram premiados o campeão gross e os dois melhores net. Na 8,6 a 14, Jonathas Cortez, do Campinas Golf Center, foi o campeão gross com 155 (74-81). Os melhores net foram de Kendall Dunn, de Bastos, campeão com 147 (70-77) e Cassio Filizola, do Clube de Campo, com 151 (82-69). Na 14,1 a 19,7 o campeão gross foi o juvenil Arthur Fernandes, do Terras de São José, com 173 (82-91) tacadas, enquanto os troféus net foram para Paulo Tambara, presidente do Sapezal, que foi campeão com 147 (72-75), mesmo total (71-76) de Marcos Quadrado, também do Sapezal, que ficou em segundo nos critérios de desempate.

Mais premiados - Na 19,5 a 25,7, o título gross ficou para Marcelo Rockett, do Sapezal, com 151 (95-86). Na net, venceu Rodrigo Borges, o Peixe, do Terras de São José, com 152 (73-79), seguido por Osmar da Costa Sobrinho, do Clube de Campo, presidente da Confederação Brasileira de Golfe, com 154 (77-77), ao superar Paulo Cesar Tonetto, que também somou 154 (77-77) nos critérios de desempate.

Na categoria feminina de 16,1 a 25,7, Leka Araújo, do Clube de Campo, foi a campeã gross com 193 (95-98) tacadas, enquanto Li Lian Mizikami, do Clube de Golfe de Campinas, vencia na net com 168 (81-87). Houve ainda uma competição stableford, não válida para os rankings da FPGolfe, para jogadores com índex de 25,8 a 36, dominada pelos jogadores da casa. Alexandre Carmona venceu com 58 (20-38) pontos, seguido por Marcio Brasileiro, com 55 (32-23)

Prêmios extras – O prêmio de Longest Drive, no buraco 1/10, foi vencido por Leka Araújo. Já os de Nearest to the Pin tiveram como ganhadores Fernando Silva, no buraco 3/12, e Li Lian Mizikami, que deixou a bola a um centímetro de fazer hole-in-one no buracos 6/15.

Houve ainda mais dois prêmios para desafios extras. No Torneio de Approach/Banca, venceu Nilson Santos, do Riacho Grande, seguido por Fernando Balint, do São Paulo Futebol Clube. Já no Torneio de Putting Green o campeão foi Peixe, seguido por Filizola.

Premiação – Após o almoço de paella servido durante toda a tarde, Mauro Batista, diretor executivo da FPGolfe, apresentou a entrada de prêmios e agradeceu os jogadores scratch por seu esforço para terminar a rodada ao anoitecer, devido ao atraso provocado pelo jogo lento de todas as categorias. Os prêmios foram entregues por Ademir Mazon, presidente da FPGolfe; Paulo Tambara, presidente do Sapezal; e por Douglas Black, capitão do clube.

Resultados finais

Premiados no Sapezal

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