
Como antecipamos, após a dobradinha no Amador do Brasil, Gui Grinberg e Eduardo Matarazzo garantiram suas vagas para disputar o 12º LAAC (Latin America Amateur Championship), de 14 a 17 de janeiro, no percurso El Camaleón, de Mayakoba, em Playa del Carmen, no México. O LAAC, maior torneio amador de golfe da América Latina, dá ao campeão o direito de jogar três majors do golfe profissional: Masters, The Open e US Open.
Com sua vitória acachapante, com 19 abaixo do par e dez de vantagem sobre os adversários, Gui ganhou 118 posições no Ranking Mundial Amador de Golfe (WAGR), publicado nesta quarta-feira, 5 de agosto, para ser o número 374 do mundo e o quarto melhor brasileiro da lista, onde antes ocupava a sétima colocação. Matarazzo, antes o sexto brasileiro do ranking, ganhou 59 posições com seu vice-campeonato para chegar ao 333º lugar do mundo, como o terceiro melhor brasileiro.
Classificam-se para o LAAC 108 jogadores, sendo todos os campeões anteriores e os Top 10 da última edição (desde que continuem como amadores), com as demais posições — cerca de 100 — sendo distribuídas aos melhores latino-americanos do WAGR, com limite de oito por país. O Brasil classificou pelo menos seis jogadores nas últimas edições, o que deve pelo menos se repetir quando a lista for fechada pelo WAGR de 9 de setembro.
Herik Machado, 58º do mundo e melhor brasileiro do WAGR, já está classificado por ter sido Top 10 (6º) em janeiro passado. Pela ordem, Matheus Balestrin (152º), Dudu (333º), Gui (374º), Igor Cruz (387º) e Marcos Negrini (415º) — os seis primeiros brasileiros — devem jogar no LAAC. Mas a lista pode incluir ainda Arthur Fernandes, que perdeu 138 posições esta semana para ser o sétimo brasileiro, em 523º lugar, e até Luca Almeida, que não jogou no Amador, mas subiu para oitavo brasileiro, na 614ª posição. Dos oito primeiros brasileiros da lista, sete são de clubes paulistas, e dos seis melhores, três são do Damha.
Entre as mulheres, as três brasileiras que terminaram o Amador entre as Top 10 também subiram no ranking. Eduarda Roggero, a vice-campeã, ganhou 82 posições e passou a ser a terceira melhor brasileira da lista, na 498ª colocação. Duda Rocha, terceira colocada do Amador, subiu 15 posições, mantendo-se como a melhor brasileira do WAGR, em 244º lugar. E Bia Menga, oitava no Amador, subiu 11 colocações para ser a sexta brasileira da lista, no 906º lugar.
O maior salto foi de Carla Ziliotto, que, apesar do Top 20, ganhou 540 posições e, um ano depois de voltar ao golfe competitivo, já é a oitava brasileira do WAGR, na 1.524ª posição. As mulheres aguardam a lista de participantes do WALA (Women’s Amateur Latin America), com a mesma importância do LAAC e também oferecendo vagas para três majors. Até agora, o R&A e a ANNIKA Foundation, que organizam o evento, definiram a data, de 19 a 22 de novembro, mas não o local. Jogam o WALA as 60 melhores latino-americanas. Em 2025, o Brasil conseguiu levar cinco jogadoras.







