
Duda Rocha e Herik Machado: Vencedores do Campeonato Bandeirantes 2026. Fotos: Thais Pastor/F2 Comunicação
O 31º Campeonato Bandeirantes de Golfe, encerrado neste domingo, 8 de março, no Ipê Golf Club, em Ribeirão Preto, foi marcado por uma virada histórica de Herik Machado, do Damha, e por uma vitória de ponta a ponta — e por ampla margem — de Duda Rocha, do Itanhangá. Os resultados ampliaram a liderança de ambos como números 1 do Brasil no Ranking Nacional Amador.
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O segundo maior torneio organizado pela Federação Paulista de Golfe (FPGolfe) e um dos mais importantes do país valeu pontos para o Ranking Mundial Amador de Golfe (WAGR), onde Herik é o melhor brasileiro e Duda a segunda colocada, com chances de encostar ou ultrapassar a líder, a gaúcha Tota Gavião. A rodada final coincidiu com o 53º aniversário da FPGolfe e com o Dia Internacional da Mulher.
Número 1 de São Paulo e do Brasil, melhor brasileiro no WAGR e defensor do título, Herik Machado chegou como grande favorito, mas começou mal, com 77 tacadas (+5) na estreia, sete atrás do líder. No entanto, o jogador do Damha protagonizou uma virada impressionante no fim de semana, com duas voltas de 71 tacadas (uma abaixo do par), e venceu por apenas uma tacada, em um título decidido no buraco 18.
Líder desde o primeiro dia com 70 tacadas (-2), a melhor volta do torneio, Igor Cruz, do Damha, chegou à rodada final com três tacadas de vantagem sobre Marcos Negrini e cinco sobre Herik. Após nove buracos, os três estavam empatados na liderança. Negrini perdeu terreno com um double bogey no buraco 10, mas Igor e Herik duelaram até o final.
Jogando em grupo à frente, Herik terminou com 219 tacadas (77-71-71), três acima, como líder na sede, após errar por pouco um birdie no 18. Igor errou a tacada inicial no buraco decisivo, precisou jogar de volta para a raia, de onde acertou um bom approach, mas errou o par que empataria o jogo. Com isso, Herik pôde comemorar o bicampeonato.
“Eu não joguei bem no primeiro dia, mas estava com muita vontade de vencer e foi isso que me deu força e resiliência”, disse Herik, que elogiou os companheiros de clube. “Igor, Negrini e Matheus de Oliveira são todos muito fortes, um grupo que dá orgulho ao Damha, um campo de alto nível que faz toda a diferença”. Ele ainda agradeceu à Inove Transformadores, que lhe dá todas as condições para treinar.
Igor Cruz foi vice-campeão com 220 tacadas (70-73-77). Marcos Negrini terminou em terceiro, com 222 (76-70-76), e Matheus de Oliveira em quarto, com 224 (76-74-74). Além das quatro primeiras colocações, o “Dream Team” do Damha colocou ainda seis jogadores entre os nove primeiros: Ivan Tsukazan, oitavo, com 236, e Rogério Cardoso, nono, com 240, que ainda levou o troféu de melhor pré-sênior (40 a 54 anos). O título sênior (55+) ficou com Eduardo Cury Junior, do Ipê, com 258 tacadas.
Destaques também para o carioca Antônio Pedro e Silva, do Gávea, empatado em quarto com 224 (75-72-77); Fernando Silva, agora defendendo o Anexo Golf, com 230; e dois jogadores do Maringá (PR): Nicolas Lima (sétimo, 231) e Daniel Esteves (décimo, 242).
Matheus Oliveira ficou em quarto na geral, mas foi o campeão na classificação por handicap index até 8,5, com 215 (73-71-71) tacadas, seguido por Daniel Esteves, que somou 218 (74-74-70) e levou o troféu de vice-campeão no desempate com Fernando Silva (73-70-75). Nas demais categorias por handicap foram premiados o campeão gross e os dois melhores net.
Na 8,6 a 14, Sérgio Figueiredo, do Ipê, venceu no gross com 253 (83-83-87). No net, o campeão foi Célio Kanesaki, do Imperial, com 214 (76-65-73), seguido por Tabajara Zuniga, do Santos São Vicente, com 217 (70-73-74). Na 14,1 a 19,4 Décio Pasqualin Neto, do Ipê, venceu no gross com 265 (82-94-89). O campeão net foi João Tomazeli, do São Paulo Futebol Clube, seguido por Antonio Jordão Barros, do Ipê, com 222 (66-82-74).
E na 19,5 a 25,7 o título gross foi para Rodrigo Fernandes dos Reis, do Barretos, com 273 (93-92-88) tacadas. O pódio foi completado por Fernando Ventura Torres, do Sapezal, campeão net com 210 (70-66-74), e por Kuo Dah Yuan, do Imperial, vice net com 213 (74-69-70).
A carioca Maria Eduarda Rocha, a Duda, do Itanhangá, foi a grande estrela: única a jogar abaixo do par, e por duas vezes na semana, venceu com 220 tacadas (71-78-71), quatro acima, 13 tacadas à frente de Beatriz Menga. Com o título, Duda agora detém os troféus das duas maiores competições da FPGolfe (Aberto do Estado de SP e Bandeirantes) e se prepara para mudar para os Estados Unidos.
A competição feminina consagrou o talento de Maria Eduarda Rocha, a Duda, única a jogar abaixo do par na semana, e por duas vezes. Duda venceu com 220 (71-78-71) tacadas, quatro acima do par. Com esse resultado a carioca passa a ser a detentora dos títulos das duas maiores competições da FPGolfe – Aberto do Estado de SP e Bandeirantes – resultados importantes para quem está se preparando para ir morar nos EUA e defender uma das mais fortes equipes do campeonato universitário dos EUA, de onde saem 90% das melhores profissionais do mundo.
“Em agosto começo na equipe da University South Florida, em Tampa, da Divisão I da NCAA” conta Duda. “Meu golfe deu um grande salto nos últimos meses, estou treinando muito e amadureci muito, e ir jogar na NCAA pode me colocar num outro nível, passando a treinar em condições especiais e competindo regularmente com muitas jogadoras de alto rendimento”, diz Duda. “Meu objetivo é aproveitar essa oportunidade para me dar a chance de virar profissional”.
Apesar de um dia ruim, no sábado, Duda terminou 13 tacadas à frente de Beatriz Menga, do São Fernando, cujo jogo também deu um grande salto de qualidade neste começo de ano. Bia fez a melhor volta do segundo dia e levou o troféu de vice-campeã, com 233 (79-77-77), sendo a segunda e última a jogar abaixo de 80 nas três rodadas. Outro destaque foi Carla Ziliotto, do Arujá, que após seis anos afastada das competições vai recuperando o ritmo, como mostra sua volta final no par do campo, a segunda melhor das mulheres.
“Finalmente hoje eu joguei golfe”, brinca Carla, que vinha de dois resultados ruins antes de ainda terminar em terceiro na geral, com 241 (85-84-72) tacadas, voltando a pontuar no WAGR, onde entrou em setembro, com o título do Aberto do Arujá. Ela acabou tirando o terceiro lugar de Sofia Menga, gêmea (não idêntica) de Bia, que mostrou seu talento em muitas boas jogadas e sobretudo se divertiu em campo. Terminou em quarto, com 245 (80-83-82).
Na classificação por handicap index até 16, Mariani Silva, do Terras de São José, foi a campeã com 224 (75-73-76) tacadas, seguida por Mônica Fontes, do Ipê, com 225 (72-80-73), e por Sofi Menga, com 230 (75-78-77). E na 16,1 a 25,7, a campeã gross foi Ivaneide Silva, do Riacho Grande, com 283 (98-92-93), com os melhores net ficando para Olívia Suin Lee, do Clube de Golfe de Campinas, campeã com 237 (82-72-83), e Cristina Prado, do Ipê, vice com 244 (77-78-89).
Mas ninguém deixou o campo mais feliz do que Flávio Maschietto, presidente da Federação Paulista de Golfe. “Foi uma grande alegria poder realizar no Ipê nosso segundo torneio mais importante e ainda comemorarmos neste domingo os 53 anos da Federação e o Dia Internacional da Mulher”, comemora Flávio, que assumiu o comando da entidade em janeiro.
“A qualidade e dificuldade do campo engrandecem ainda mais as vitórias de Herik e de Duda”, elogia. “Eu que também joguei sei bem como é difícil conseguir duas voltas abaixo do par como eles fizeram, um feito e tanto, um golfe de altíssimo nível não só deles, como da elite do golfe paulista e brasileiro que veio a Ribeirão Preto”, diz. “Agora, além de tudo o mais, vamos nos preparar para um grande Aberto do Estado de São Paulo, que ocorrerá em agosto, no São Fernando”.
Na manhã de domingo foi realizada ainda a Assembleia Geral Ordinária da FPGolfe, seguida do tradicional Torneio dos Presidentes, reunindo a diretoria da Federação e dirigentes dos clubes participantes. Na classificação gross o título ficou para Fernando Silva, que representou o Campinas Golf Center, com 79 tacadas, seguido por Renato Nogueira Filho, presidente do Ipê, com 89; Seizo Yano, presidente do PL Golf Club, com 96; e Flavio Maschietto, com 99.
No Torneio dos Presidentes para Representantes de Clubes, net, Otavio Mizikami, do Clube de Golfe de Campinas, venceu com 72 tacadas. Paulo Gonçalvez do Rio Pardo Golf Club, ficou em segundo com 75, seguido por Marcelo Rangel, da Associação Terras do Golfe (MS), com 80; Victor Maia, diretor de golfe do Clube de Campo e vice-presidente Técnico da FPGolfe, com 82; e Sergio Olearo, do Terras de São José, Diretor Tesoureiro da FPGolfe.
E no Torneio dos Presidentes para convidados, Iguatemy Guaraná foi o campeão com 74 tacadas, seguido por Uipiquer Santos, vice-presidente Administrativo Financeiro da FPGolfe e patrocinador da entidade através da Forvis Mazars, o vice-campeão, com 77; Ademir Mazon, com 79; e Herbert Motta, com 91.
Mauro Batista, diretor Executivo da FPGolfe, apresentou a entrega de prêmios, que teve a mesa formada por Flavio Maschietto, presidente da FPGolfe, e seus vice-presidentes Uipiquer Santos e Victor Maia; por Renato Nogueira Filho, presidente do Ipê e Matheus Castelli, capitão do clube.
Durante o dia foram distribuídas rosas para as mulheres golfistas, em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres e no final da premiação foram sorteados brindes entre os participantes.
A Federação Paulista de Golfe conta com patrocínios de Forvis Mazars, Copa Airlines e Vigorito – 100 Anos. Os apoiadores são Avant – Luz para todos, e The Golf Brasil, o programa semanal de golfe da BandSports.





