
Igor (acima) foi campeão no Rio por cinco tacadas de vantagem. Negrini (abaixo) completou a dobradinha do Damha. Fotos: Bruno Ruas
Até o final de agosto de 2026, Igor Cruz, do Damha, nunca havia vencido um torneio válido para o Ranking Mundial Amador de Golfe (WAGR). Ele havia entrado na lista dos melhores do mundo em março de 2024, com um segundo lugar no Aberto da Cidade de Curitiba, e, desde então, acumulado 27 Top 10s, incluindo seis vice-campeonatos.

Tudo mudou para Igor no dia 30 de agosto, quando, já com a carreira gerenciada pela Saran Sports e como integrante da equipe de golfe da Marinha do Brasil, venceu o Aberto do Rio de Janeiro, no Gávea, um divisor de águas em sua carreira.
Na semana seguinte, Igor liderou o Aberto do Damha no primeiro dia e terminou em terceiro. Sete dias depois, venceu o Aberto do Arujá. Esses resultados fizeram dele o número 2 do país e o terceiro melhor brasileiro no ranking mundial, carimbando seu passaporte para disputar o LAAC – Latin America Amateur Championship, em janeiro, no México.
Oito semanas depois do título no Gávea, Igor voltou a vencer um torneio válido para o ranking mundial no Rio de Janeiro, desta vez no 64º Aberto do Itanhangá Golf Club. Igor começou em segundo, virou o jogo no sábado e caminhou tranquilamente para uma vitória por cinco tacadas de vantagem no domingo, sendo o único em campo a jogar duas rodadas abaixo do par.
Igor venceu com 211 (72-69-70) tacadas, duas abaixo e cinco tacadas à frente dos vice-campeões: Marcos Negrini, também do Damha, que somou 216 (73-73-70), e Jocimário Souza, do Paraná (72-71-73). Os dois terminaram empatados na segunda colocação, mas no desempate, Negrini ficou com o troféu de vice-campeão (ao lado).
Com isso, os jogadores do Damha venceram os dois torneios válidos para o WAGR da semana: Igor, no Itanhangá, em dobradinha com Negrini, e Herik Machado, no São Paulo Golf Club.
O torneio amador encerrou uma programação de sete dias consecutivos no Itanhangá, iniciada com um Pro-Am na segunda-feira, seguido de um torneio profissional de três dias, vencido por Andrey Xavier, com 202 tacadas, 11 abaixo do par. Foi seu terceiro título na temporada de estreia como profissional. Felipe Navarro e o paraguaio Gustavo Silvero dividiram a segunda colocação.
A competição profissional integrou o Tour Nacional de Golfe Profissional, promovido pela Confederação Brasileira de Golfe, e distribuiu R$ 130 mil em premiação. Andrey recebeu R$ 28 mil pelo título.
O 64º Aberto do Itanhangá teve patrocínio da Triunfo Logística e copatrocínio da Stellar Capital, além do apoio da Caixa, da Green Time Argentina, da Próxima Leadership, do Plaza & Lyra Advogados, do Mercure Hotel – Barra da Tijuca, do bUP Hotels, da Federação de Golfe do Estado do Rio de Janeiro e da Confederação Brasileira de Golfe.






